domingo, 23 de outubro de 2011

Controle

Anos de libertinagem,
Buscando a liberdade,
Abrindo mão de pensamentos
E vaidades.

Desdenhando as tópicas
E compondo com as diversidades
No fim e no fundo
Lá está  a minha vivacidade.

Controlada por uma eu-Ditadora,
Que ávida por de mim cuidar,
Achou, por fim, 
melhor me enclausurar...

E tentando fugir dessas prisões
Faço sozinha ,
Poesias e canções.

domingo, 9 de outubro de 2011

Essa Gente que sou

Minha alma é tão urgente
Que sobra pouco tempo
Para pensar naquilo que é “gente”.

“Gente” tem haver com corpo quente,
Convenções, sementes,
Burocracias e companhias.

Tem um pouco de coragem e covardia.
Tem muita sombra e pouca ventania.
Tem o marasmo e o sarcasmo.
Tem a ética e o descaso.

Tem as redes do dia-a-dia
Que se ignoram lateralmente
E se cruzam transversalmente.

Tem essa vida moradia,
Essa vida movediça
E esse corpo noviça.

Ta na hora de pensar 
Nessa “gente“ que sou,
E nessa bagunça que
Essa “gente” formou.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Cicatrizes subcutâneas (Acho que cheguei a superfície)

Alguém me explica por que para amar
há que limpar as feridas???
Acho que a pele se refez sobre o machucado sujo,
Uma cicatriz imunda...
Cheio restos meus. E de outros...
E tirando tantas peles e faces...
A ferida chega à superfície...
Está tão imundo meus Deus!
E apesar de não ter medo de sangue
Eu não tenho forças pra tirar tantos destroços...
O injusto é que parece que cai porque me derrubaram...
E minha pele nunca mais foi perfeita,  apesar dos esforços...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Uma rosa em mim e a poesia sem fim

De repente,
nasce uma rosa linda no jardim....
De repente,
Acordo morta,
sem caber dentro de mim...

Eu resolvo rimar....
E meu amor querido,
liga para me mimar...

Sou grata tbm...
Apesar que nesse estado,
Isso não basta a mim
nem a ninguém...

A rosa nasce linda para o mundo
com espinhos disfarçados...
E eu cresço para dentro
com meus espinhos arregaçados...

Adiantou essa nossa prosa?
Não, é sem fim essa poesia....
Ao contrário da rosa,
ela não atrai insetos e alegria...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

(Me)Orgulho pra quê?

Morena... Quanto orgulho!
Larga disso e vem dar um mergulho...

Tem medo de que?
Se sabe que as pessoas falam,
falam mesmo sem saber...

Esqueça...
Você sabe que não está em ninguém
o poder de te ofender...
Esse dom terrível está aí
bem dentro de você....

Bobagem...
Esse orgulho é medo de ser pega
fazendo molecagem....
Coragem....
Essa pequena morena
A muito não vive mais só de camaradagem...

Vem pro escuro!
Se atira sem ver  numa vida sem orgulho.
E confia  que há de receber muita paz nesse  mergulho!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ressureição

23 anos procurando ossos...

Escavando, chorando, escavando....

Escavando, sorrindo, escavando....

Com fé, com coragem, com orgulho.

Sem pele, sem banha, sem músculos.

Achei todos....

Indestrutíveis,

Devem acolher minha alma....

Um lar fundo...

É a alma que mantém a vida de um moribundo...

Uma medula mística
Uma medula psíquica

Uma medula física

Uma para cada osso...

E estou pronta para cobrir-me de carne,

Agora que me conheço de novo...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Artéria, Arteria, faça arte e ria!

Eu sai da caverna,
mas não sabia que meus fantasmas,
teriam forma de gente....
Traição, desconfiança, manipulação....
todas dentro do meu coração!

Mas fora da caverna há risos!
Risos de amor....
E há gritos também,
gritos de horror....

É onde os valores da vida 
caem pelos dedos,
como areia,
e a pedra que fica
é lançada ás veias....

Não é para matar....
A intenção é
só fazer sangrar....

Mas a artéria
sã  e salva,
bate lenta...
Mantém a vida
e a morte afugenta.

Ainda bem que meu chefão, 
o coração,
segura as pontas e sugere: 
"Artere! Faça arte e ria!"

Alguém aí quer ir comigo
apertar campainha? 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Moço beira-rio

Ai inveja desse rio
que dá nome a cidade do meu amor!
Te vê todo o dia
e dorme perto do seu calor.

Eu me lançaria também,
sem medo ao mar,
Se pudesse todo o dia
e toda noite te olhar!

Ô mar, amar...
Deixa eu ver em você,
os olhos do meu amor,
 o olhar....

Ô mar, o olhar...
De amor que espelha
 na alma a soma,
o somar....

Somar, ô mar...
Essas lágrimas salgadas
de duas almas amadas,
apesar de toda essa distância molhada.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O inverno acabou... É primavera.

O inverno acabou,
Aquele dos países ricos,
Em que os dias são curtos
e as noites escuras...

A vida gelada se foi...
Aquela em que eu tentava sobreviver muda,

sozinha e nua
numa isolada caverna escura...

 E as sombras congeladas, famintas,
imaginárias (ou não),
Buscavam o meu recanto e

minha carne crua, compulsivamente,
Como se ambos fossem sãos.

É primavera...
Não há mais sombras,
nem famintas feras...
Só um mundo colorido:
com cantos, cores e amores.
Flores se formando e
passarinhos cantores.

Eu abri a caverna...
mas permaneço nela!
Medo de novo? Sim...

São tantos botões florescendo!
Tantas vidas coloridas...
E se eu deixar uma delas morrer?
E se não houver tanto amor?

Medo de viver....
Medo da liberdade...

Medo do amor...

É tempo de derreter a neve dos meus pés,
do coração e da alma.

O inverno acabou... É primavera.

Me acostumei à sobrevida....
mas ao menos quando eu me descongelar,

sei onde é a saída.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Menina, menina....

Não pense menina, não pense..
O amor é inexplicável...
Nem um beijo é seguro,
Sozinho ele pode vir a ser
uma paixão no escuro.

Esquece menina, esquece...
Segue o amor pois a vida ensina,
Que ele é o seu caminho!
O guia simples da sua vida.

Chora menina, chora...
Chora amor,
Chora paz,
Chora alegria,
Chora pela noite, mas sempre de dia...

Morra menina, morra...
Morra jovem,
Morra de medo,
Morra no passado,
Morra de novo, porém de gozo.

Não sei menina, não sei...
Acho que deve viver....
Viva menina, viva...